quarta-feira, 5 de agosto de 2015

EU, MAMÃE E A COSTURA 





   A costura sempre esteve em mim, ficava no pé da minha MÃE, recolhendo os retalhinhos que caiam. 
    E ela estava sempre cortando emendando e remendando pra não nos faltar nada, é certo que na época não entendia muito bem o porque daquelas velhas calças jeans virarem sacolas pra carregar livros e cadernos, e também pequenos estojinhos para os poucos lápis que nos era possível ter.
    Hoje sei dá grande importância daqueles pedaços de calças, e daria meu reino pra ter todo seu cuidado e carinho de volta. Levo comigo esse amor pela costura e pela minha amada MÃE. As duas estarão comigo até  o fim.




                          


  Essa é minha doce MÃE, LUIZA DINIZ. Minha inspiradora, minha costureira prendada, fazia coisas lindas, bordava muito bem. 
   Era a pessoa mais gentil, meiga delicada e justa que já conheci em toda a minha vida. Sinto sua falta minha "menina bonita do laço de fita".





                                                        REENCONTRO





    Percorri vários caminhos do artesanato, passei pelo tear manual, (maravilhoso), fiz cartões artesanais, passei pra madeira, depois fui para o eva.

        Mas quando me reencontrei com a máquina de costura eu vi uma luz, uma luz absurdamente brilhante que me envolveu de uma maneira intensa. E aqui estou, aprendendo um pouco aqui, mais um pouco ali. Ponto a ponto.

       Mamãe, infelizmente, não costurava mais, mas me dizia onde melhorar e ficava orgulhosa de minha capacidade. E isso me fazia ficar toda boba. Hoje sei que ela está olhando cada detalhe de onde estiver. 












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